Ainda continuo devendo mais (e melhores) atualizações. Por enquanto continuo fazendo apenas algo que sempre fiz, quando acordo com uma determinada música na cabeça, ouço-a "algumas" vezes por dia e publico a letra dela aqui. Geralmente a letra acaba retratando incrivelmente meu estado de espírito naquele dia e, para não fugir à regra, desta vez não foi diferente.
Hoje,
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Ah, sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei
Escrito por Andre C Carvalho às 08h43
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Sempre chega a hora da solidão Sempre chega a hora de arrumar o armário Sempre chega a hora do poeta a plêiade Sempre chega a hora em que o camelo tem sede
O tempo passa e engraxa a gastura do sapato Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato Pessoas passam por mim pra pegar o metrô Confundo a vida ser um longa-metragem O diretor segue seu destino de cortar as cenas E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos E já não vai mais ao cinema
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Penso quando você partiu Assim... sem olhar pra trás Como um navio que vai ao longe E já nem se lembra do cais Os carros na minha frente vão indo E eu nunca sei pra onde Será que é lá que você se esconde?
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
A idade aponta na falha dos cabelos Outro mês aponta na folha do calendário As senhoras vão trocando o vestuário As meninas viram a página do diário
O tempo faz tudo valer a pena E nem o erro é desperdício Tudo cresce e o início Deixa de ser início E vai chegando ao meio Aí começo a pensar que nada tem fim...
Escrito por Andre C Carvalho às 16h01
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60 dias sem "Quintal"
Hoje completam dois meses que não blogo. Ficar falando sobre motivos ou mesmo inventar desculpas para tentar explicar o porquê do sumiço é querer "tapar o sol com a peneira". Eu realmente tinha desistido do Quintal. Além de algumas mudanças no lado profissional que me fizeram ficar com menos tempo, minha cabeça não estava legal depois de tantos "tsunamis" emocionais e sobrou, ou melhor, faltou para o Quintal.
Mesmo considerando o blog como uma "válvula de escape", onde a gente escreve também com a intenção de descarregar um pouco os problemas do dia a dia, neste caso eu preferi o afastamento por entender que ele está intimamente ligado com muita coisa que eu precisava afastar de mim naquele momento. Em suma, o clima não estava bom, a cabeça uma droga e aí fizemos, o Quintal e eu uma "saída estratégica".
Não vou mais dar continuidade ao plano de antes, o Quintal vai continuar sendo o que sempre foi, o cantinho para se falar do que quiser, sem métricas ou regras, para escrever à vontade, do jeito que um blog de verdade deve ser, senão vira obrigação e de obrigação todo mundo já está até o pescoço não é mesmo?
Qualquer hora a gente se "fala". Eu volto, juro que volto...
Escrito por Andre C Carvalho às 08h24
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